Título original: Forgive and Forget Editora: Selo Essencia Páginas: 400
Um livro inteiro, todas as 400 páginas, que giram em torno de um casamento e dramas familiares.
“ Enquanto bebia, desejou conseguir afastar os medos, mas a intranquilidade permanecia presente. Bryan Kinsella ainda precisava convencê-la d que era um bom marido, independente, do que Debbie dissesse sobre ele.” – pág. 218
Esse é o meu primeiro livro da Patricia (mas tenho muita vontade em ler Casamento Duplo, que também é dela), e posso dizer que adorei. Mesmo não gostando de quase todos os personagens, porque todos eles me irrintavam muito, ainda sim o livro conseguiu me prender do começo ao fim.
Tudo gira em torno dos preparativos e o casamento de Debbie e Bryan, tanto que o livro é separado por “o noivado” e “o casamento”. E como todo casamento tem o poder de envolver a familia, esse não foi diferente.
Debbie é a pessoa mais mimada e irritante que existe. Ela é daquele tipo que faz as coisas só para pirraçar e deixa bem claro isso. Seus pais são separados desde quando ela era criança. Sua mãe, Connie, é um amor. Beirando a meia-idade ela esta a ponto de entrar em crise por causa da idade e o medo de ficar sozinha para o resto da vida. O pai, Barry, é quem esta pagando pelo casamento e esta fazendo de tudo para se acertar com a filha, que não esta facilitando em nada as coisas. Barry, se casou novamente com Aimeé, essa que é a personificação da palavra esnobe. E juntos tiveram a Melissa, que é uma adolescente que não causa problemas. Ela faz de tudo para não desobedecer os pais, tem um pequeno complexo com o corpo e gosta muito da mãe,mesmo que ela não lhe dê muita atenção. Já Bryan, o noivo, é alguém que quase não tem participação na história. Ele não tem vontade própria e esta sempre indo com a maré. Ele é o filho mais novo e unico homem, por isso sua mãe sempre faz o que ele quer. E, ele, é claro não vê problema nisso. Até acha que Debbie poderia ser um pouco mais parecida com sua mãe nesse quesito.
Além dos personagens principais, a autora foca em outros que, eu achei, que não teria tanta importância, como por exemplo a chefe de Debbie, a Judith. A história dela corre por fora, e pode parecer meio confuso, mas da forma como é contada fica dificil não se envolver.
A narração é detalhada. Achei um pouco cansativa em algumas partes. Gosto de diálogos, e quando vejo duas ou mais páginas sem nenhuma conversa, já fico meio impaciente.
Tirando, esse pequeno detalhe, não tenho do que reclamar.
Opa, quer dizer, tenho sim. O livro, meus caros, tem continuação. (fiquei chocada quando cheguei na última página e li: continua…). Porque , vejam bem, não há muito o que acontecer no proximo que não pudesse ter sido resolvido nesse. Ficaram pendentes questões familiares não e mal resolvidas. Só isso. Acho que não teria porquê de uma continuação.
Enfim, tirando esses dois pontos não-positivo, a leitura me prendeu do começo ao fim.Todos os dramas familiares me fisgaram. =)
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